Marketplace ou e-commerce: qual o melhor para vender online?

Comodidade, privacidade e praticidade: não é à toa que o comércio digital está em alta! Realmente, cada vez mais as pessoas preferem comprar pela internet. Mas quem quer vender on-line precisa ter cuidado na hora de escolher os canais virtuais para suas vendas. É nesse momento que surge a dúvida: marketplace ou e-commerce?

Marketplace ou e-commerce: qual o melhor para vender online?

Você sabe qual é a melhor alternativa para potencializar as suas vendas e o seu negócio na internet? Para responder essa questão é preciso entender as características e as potencialidades de cada estratégia — e é exatamente esse o assunto deste post. Acompanhe e confira!

Marketplace

O que é?

O marketplace é um site mediado por uma empresa e desenvolvido para que vários lojistas possam se cadastrar e vender seus produtos pela internet. Alguns dos mais conhecidos são: Amazon, Mercado Livre, Submarino e Walmart.

Imagine um shopping center, onde a pessoa entra para comprar algo na loja X, mas encontra a vitrine da loja Y e acaba adquirindo algum item dessa marca também. Pois o mesmo ocorre em um marketplace, e é o que justifica o sucesso de uma loja virtual que opta por essa estratégia.

Como funciona?

Esse modelo de negócio funciona no ambiente virtual brasileiro desde 2012, e apresenta atualmente diferentes tipos, que variam conforme a área de atuação dos anunciantes e o seu público-alvo. Os principais são:

  • B2B (Business to Business) — plataformas que intermedeiam transações entre empresas e fornecedores, como a Elo7;
  • B2C (Business to Consumer) — nesse modelo os lojistas vendem diretamente para o consumidor final por meio do site, como a Casas Bahia;
  • C2C (Consumer to Consumer) — plataformas que favorecem a venda de produtos de um consumidor para outro, como a OLX;
  • marketplace de nicho — reúne negócios de um segmento especializado para atender as necessidades de um público específico, como o Moda it.

É importante ter em mente, no entanto, que todo negócio tem suas regras e taxas — e com o marketplace não seria diferente. A plataforma serve como uma intermediadora, conectando lojista e comprador, por isso, cobra uma comissão fixa ou variável sobre o volume de vendas, dependendo do produto ou serviço. A Uber, por exemplo, cobra 25% dos motoristas.

Outro detalhe que merece a sua atenção na hora de escolher um portal de marketplace são os meios de pagamento integrados à plataforma. Você deve considerar os objetivos do seu negócio e o perfil do seu consumidor, visto que esse é um fator determinante na decisão de compra.

O prazo de pagamento é outra questão que deve ser avaliada com cuidado, pois diz respeito à data em que a empresa anunciante receberá o valor da venda. Isso varia de acordo com a plataforma escolhida, mas, geralmente, é algo entre 2 e 45 dias após a postagem ou entrega do produto.

Quem pode utilizar?

Os marketplaces são ideais para empresas que desejam alavancar seus resultados, mas também são uma ótima opção para quem está começando a vender pela internet e pretende iniciar com um investimento reduzido. No entanto, é preciso respeitar os requisitos operacionais da plataforma escolhida, como:

  • título e descrição de produtos;
  • políticas de trocas e devoluções;
  • prazos para responder o SAC;
  • taxas;
  • características e fotos das mercadorias.

Quais são os prós e contras?

Conhecer as vantagens e desvantagens da plataforma de marketplace em que você pretende se cadastrar é fundamental para se organizar e aproveitar com inteligência o que essa solução oferece ao seu negócio. As principais vantagens são:

  • praticidade;
  • menos custos;
  • visibilidade;
  • diversidade de público;
  • aumento das vendas.

Já as principais desvantagens são:

  • dependência da plataforma e de suas condições;
  • concorrência mais acirrada;
  • menos flexibilidade na hora de customizar o domínio ou visual das páginas.

E-commerce

O que é?

Em poucas palavras, o e-commerce é uma loja virtual exclusiva de uma determinada marca, seja ela fabricante, seja revendedora. Isto é, diferente do que acontece no marketplace, não existe um intermediador para o processo de venda.

Assim, a empresa que pretende possuir um e-commerce precisa ter em mente que essa estratégia requer mais esforços, uma vez que o empreendedor será o único responsável por todas as questões técnicas e operacionais, tais como desenvolvimento e manutenção do site, sistema de pagamentos e marketing.

Como funciona?

O comércio eletrônico funciona mediante a contratação de uma plataforma para e-commerce. Existem diversas opções no mercado — algumas até vêm prontas para usar e cobram uma mensalidade. Contudo, para trabalhar com essa solução de vendas on-line, o empreendedor precisa estar atento a alguns detalhes fundamentais para garantir que a sua loja virtual funcione da melhor forma possível. São eles:

  • oferecer o máximo de formas de pagamento, para gerar confiança no cliente e evitar desistências e abandono de carrinho;
  • estudar as melhores alternativas para entrega das encomendas — atualmente, os Correios são os principais parceiros das lojas virtuais;
  • investir em campanhas de marketing digital para divulgar o seu negócio e alavancar as vendas.
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Assim como o sistema de marketplace, esse modelo de negócio se divide em categorias diferentes. As principais delas são:

  • B2B — utilizado por empresas que vendem para outros empreendimentos;
  • B2C — lojas virtuais que vendem diretamente para o consumidor final;
  • atacadista — negócios que trabalham com vendas em grandes quantidades e, geralmente, oferecem preços mais baixos;
  • varejista — nesse modelo mais comum, a empresa vende pequenas quantidades;
  • e-commerce de produtos físicos, tangíveis;
  • e-commerce de produtos digitais — que vende conteúdo e informação, como e-books, cursos a distância, games ou softwares, por exemplo.

Quem pode utilizar?

O e-commerce é a melhor opção para quem vende produtos de nicho, preza pela customização das páginas e tem conhecimentos técnicos — ou que pretende contratar profissionais ou agências especializadas. Em geral, portanto, é indicada para empresários que desejam e podem investir mais.

Quais são os prós e contras?

Assim como ocorre no marketplace, o e-commerce tem seus prós e contras. Algumas das vantagens de ter uma loja virtual própria são:

  • exclusividade;
  • liberdade de customização;
  • possibilidade de trabalhar com serviços logísticos alternativos;
  • o seu marketing gera visibilidade apenas para a sua marca;
  • favorece um relacionamento mais próximo com o cliente e a fidelização.

Com relação às desvantagens, podemos citar:

  • maior investimento — e, por consequência, risco financeiro;
  • a preocupação com segurança de dados é inteiramente da loja;
  • custos adicionais com meios de pagamentos;
  • menor alcance.

Enfim: marketplace ou e-commerce? Como vimos, isso vai depender do perfil do seu negócio e do que é esperado. É importante frisar, contudo, que as duas soluções não são excludentes, pois uma plataforma pode complementar a outra — e essa união, certamente, pode fortalecer as suas vendas digitais.

Então, gostou do artigo? Já utiliza alguma dessas estratégias para vender on-line, ou sobrou alguma dúvida? Deixe o seu comentário!

  1. Mauricio says:

    Texto bem esclarecedor. Já dá pra ter uma boa ideia.

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